terça-feira, 22 de setembro de 2009

O Menino do Pijama Listrado.

Hoje assisti um filme incrível, chama-se "O menino do piajama listrado" e acredito que a maioria de vocês já tenha ou assistido filme ou lido o livro, mas eu até hoje não tinha feito nenhum dos dois. O filme se passa na Alemanha no período da segunda guerra mundial e trata principalmente do modo como uma criança de 8 anos via o nazismo. Bruno sempre morou em Berlim com os pais e a irmã até que seu pai, um oficial nazista, é promovido e eles se mudam para uma região deserta da Alemanha. Atrás da casa onde morava situava-se um campo de concentração nazista onde muitos judeus eram torturados e mortos, isso nunca foi dito ao garoto, ele apenas era proibido de extrapolar os limites impostos pela mãe: Tinha sempre que manter-se no quintal de sua casa e não sair de lá por nada. Um dia, talvez tomado pelo tédio, o garoto decide explorar os arredores de onde mora e acaba encontrando o campo de concentração. Estranha ao perceber que todos lá usam "pijamas listrados" e conhece Shmuel, um garotinho judeu de quem fica amigo. Os dois garotos descobrem juntos o intrigante mundo no qual vivem, desvendando os misterios do nazismo e derrubando as barreiras da amizade...

(É praticamente impossível para mim escrever um resumo e uma crítica de um filme sem ter que controlar a vontade de contar cada detalhe e o final do longa! Vou me controlar...)
O mais legal do filme é que não se trata de um filme sobre o nazismo normal, que tem como principal objetivo criticar os judeus e mostrar a cada segundo como os judeus eram mau tratados e o quão malvados eram os nazistas. Pelo contrário, a visão imparcial de uma criança que convive dos dois lados tendo uma grande amizade com um judeu e sendo filho de um dos principais oficiais do exército da época nos faz refletir sobre o filme e talvez até pensar em como seria viver nos anos 40 em um mundo onde a oposição contra Hitler era imperdoavel e ser forçado desde criança a idolatrar um homem e suas práticas sem conhecer o outro lado, sendo guiado apenas pelo princípio de que "Judeus são nojentos, vermes que querem destruir a humanidade, a razão pela qual não vencemos a primeira guerra!!". Uma coisa que talvez o filme queira mostrar é a imposição as diferenças. Em vários momentos do filme os dois garotinhos dão as mãos deixando bem claro que ignoram qualquer tipo de diferença que exista entre os dois. Bruno até diz "Nós não deveríamos ser amigos". Shmuel também perdoa a traição de seu amigo que acabou resultando em machucados em sua face sem hesitar muito... Bom, agora para terminar, fica bem claro em diversos momentos do longa que ele não foi feito exatamente para mostrar as características do período ou denunciar algum tipo de abuso que os judeus sofriam, ele foi feito mais com a intenção de sensibilizar as pessoas e emocioná-las com um final triste e chocante. 

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