terça-feira, 22 de setembro de 2009

Almost Famous.

Quando o fanático por Rock'nRoll William Miller consegue um emprego na consagrada revista Rolling Stone para escrever uma matéria sobre a primeira turnê da banda Stillwater pelos EUA acaba embarcando com os integrantes da banda e a misteriosa groupie Penny Lane em uma incrível aventura semeada por muito rock, diversão e - infelizmente - envolvimento com os caras, mas vamos lá... Quem foi que disse que um jornalista não pode se envolver com a banda sobre a qual está escrevendo?

É inevitável considerar o fato de o filme ser, na verdade, baseado em uma experiência pessoal do próprio diretor Cameron Crowe que antes de virar um cineasta, havia sido jornalista da revista Rolling Stone. Talvez seja com o mesmo amor que o diretor dirige sua câmera no decorrer do filme mostrando com sensibilidade a história do garoto William, que ele faz uma crítica "anônima" a comercialização do Rock. Sua aversão ao fato do consagrado estilo musical tornar-se algo lucrativo ao invés de uma simples prática passional fica evidente em diversos momentos do filme. Por exemplo quando a gravadora da banda envia um novo empresário para substituir o atual amigo da banda, ou quando as groupies reclamam de suas substitutas que estão atrás dos caras simplesmente por fama e dinheiro e não por amarem sua música ou sentirem algo realmente profundo quando os primeiros rifles da guitarra começam a soar no palco próximo e quando a platéia lotada começa a delirar suavemente...

Eu me apaixonei por Penny Lane, a misteriosa groupie que hesita para revelar seu nome verdadeiro e se envolve com Russell (vulgo o cara mais gato da banda). Seu envolvimento com Russell não parece ter sido, em momento algum, apenas brincadeira para Penny Lane. Por mais que a garota tenha dito (e agora está na hora de eu fazer aqui o memorável quote): "I always tell the girls, never take it seriously, if ya never take it seriosuly, ya never get hurt, ya never get hurt, ya always have fun, and if you ever get lonely, just go to the record store and visit your friends." Ela pareceu levar a sério o romance com o cara, tanto que as consequências do fora que tomou dele em certo momento do filme foram catastróficas para a garota que acabou quase morrendo de overdose de um remédio. 



Adorei também a cena em que o famoso Russell Hammond foge com William para uma misteriosa festa cheia de "pessoas normais" em uma das cidades pelas quais passa em turnê e após beber algumas (muitas) garrafas de cerveja declara em cima de um dos telhados da casa: And you can tell Rolling Stone magazine that my last words were... I'm on drugs! 
Então William o interrompe dizendo que eles deveriam trabalhar suas últimas palavras e o cara responde: I got it, I got it. Last words - I dig music. 
Acho esse diálogo genial, e a cena também pois explora de forma sutil o quanto um rockstar às vezes precisa de ar, e muitos não entendem que talvez por essa única razão eles apelem tanto as drogas e ao álcool às vezes. 

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