terça-feira, 22 de setembro de 2009

Não sei nem de longe tudo sobre cinema.

Well, esse é o meu primeiro post para ''valer'' mesmo aqui... Afinal os posts anteriores foram copiados e colados do meu antigo blog que misturava de cinema até crônicas passando por críticas de bandas. Resolvi focar em uma coisa só que são as críticas sobre filmes novos/velhos/de qualquer gênero/indicados/escolhidos a dedo/etc que é uma das atividades que eu mais curto, sabe, assistir a um fime com olhar crítico, não prestar atenção apenas na história, mas também nos personagens, no período histórico e em diversas outras características do longa...

Quem leu o título do post provavelmente sacou o que eu quis dizer, não é? De cada 100 filmes existentes no mundo eu, se tiver sorte, só vi 1.. No máximo dois, mas aí depende muito da seleção. Não posso fazer críticas ao nível de um crítico experiente, que já viajou o mundo e participou de diversos festivais de cinema, eu sou apenas um garota (pré) adolescente tentando fazer com que as pessoas vejam o que ela escreve sobre os poucos filmes que conhece.

E ah, eu aceito sugestões de filmes bons nos comentários sempre. 

É isso, vou tentar postar aqui o máximo que eu conseguir.

The Dreamers.

I think you prefer when the world "together" means not "a million," but just two.

Título: The Dreamers
Gênero: Drama
Duração: 103 minutos
Ano de lançamento: 2003
Direção: Bernardo Bertolucci
Elenco Principal: Michael Pitt (Matthew), Louis Garrel (Theo), Eva Green (Isabelle)

Quando coloquei um exemplar de "The Dreamers" no balcão da locadora hoje a noite e ouvi da boca do funcionário que me atendia que o filme era "muito pesado, com muitas cenas de sexo e drogas.", comecei a imaginar um soft porn cujos personagens tinham fugido recentemente de uma rehab pesada. Ele estava certo sobre o fato de haver muitas cenas de sexo, talvez não tão pesadas quanto o próprio descreveu, mas certamente bastante presentes. Já quanto as drogas... Cadê? Posso dizer com toda a certeza desse mundo que o atendente da locadora estava errado, mesmo aparentando tamanha segurança e superioridade (acreditem) quando disse tais palavras e esperou que eu desistisse do filme.

Bertolucci provavelmente pretendia provocar certo impacto e chocar a população quando, no Festival de Cannes de 2003, exibiu pela primeira vez seu novo longa: The Dreamers.
Se conseguiu? Certamente... Seu filme logo virou motivo de falatório e de inúmeras discussões cujo ápice era questionar a necessidade de tantas cenas de sexo, incesto e nudez.
Logicamente quem ouvia falar do filme (eu era uma dessas pessoas até ontem) imaginava um longa nervoso, explícito, sem conteúdo nenhum e tão chocante à ponto de fazer quem não está acostumado a tamanho ultraje desligar seu aparelho de DVD. The Dreamers portanto, passa longe disso. Bertolucci conseguiu criar um filme sutil - a certos olhos até leve -, com uma história bela e uma inocência perceptível do começo ao fim.

Estamos falando de Paris em 1968, um cenário político apurado, protestantes nas ruas, população dividida e gritos do tipo "Seus porcos facistas" em cada esquina. Esse é o cenário que Bertolucci escolheu para The Dreamers. A história se passa completamente focada na história de três personagens: Matthew, um estudante intercambista, e os gêmeos Theo e Isabelle. O que de início une os três é a paixão pelo cinema. Os três rapidamente se aproximam e Matthew vai passar um tempo na casa do casal de gêmeos enquanto seus pais estão fora por um mês, ao chegar lá Matthew descobre uma história de amor que ronda os irmãos e junto com eles descobre uma nova visão da vida, do sexo e do amor.

Os personagens são incrivelmente interessantes.
Matthew, a princípio um misto de inocência e medo que aos poucos foi absorvendo aspectos de sua atual realidade e os adequando a suas idéias. Sempre lembrando Theo que achar não é o suficiente, que é preciso agir. Mais do que tudo: O amor.
Theo, o personagem mais interessante do filme inteiro. Reservado, charmoso, envolvente, inteligente, mas apesar de tudo: Enganado. É um personagem que simboliza a rebeldia, porém, a rebeldia não fundamentada. Não faz muito mais do que beber os vinhos caros de seu pai e se acha o Mrs. Ideais, defende valores que muitas vezes chega até a ir contra, mas nunca perde a pose de revolucionário.
Isabelle, sensual e erôtica, doce e e romântica, atraente e acima de tudo envolvente. Mas acima de todos esses adjetivos, intrigante. É o tipo de pessoa que se mostra com uma personalidade diferente à cada cena.

O que eu mais gostei no filme inteiro foi o modo como o diretor mesclou pedaços de películas do cinema antigo com seu longa, relacionando as duas cenas sempre de forma memorável. Esse é praticamente o único aspecto que nos remete novamente ao início "amantes do cinema" que o filme tem, não deixando que ele se perca totalmente na história que evolui entre os três jovens. Não posso também esquecer de citar que o filme ainda conta com uma boa trilha sonora banhada por rock clássico.

Só para finalizar, The Dreamers é certamente um filme sobre o desejo, o amor e, mais do que tudo, sobre os sonhos, como bem indica o título.

"One should never look back. One should never regret. Never."

Rússia, 1926. A pequena Suzie é deixada por seu pai que parte para a América (nome comumente empregado aos Estados Unidos) em busca de trabalho e, consequentemente, sucesso financeiro. Algumas semanas depois a avó da garota a embarca em uma carroça cheia de imigrantes que pretendem alcançar a América ao saber que a pequena aldeia onde moram seria futuramente incendiada. E é assim que Suzie parte... Sem ninguém, nem nada mais do que uma fotografia de seu pai que mantém guardada junto ao corpo e uma moeda de ouro. E é assim também que desembarca em Londres, onde é adotada por uma família e onde descobre seu talento para com a música. E é com esse talento que a garota consegue chegar à França, onde conhece Lola uma mulher mais velha e determinada a alcançar tudo o que mais deseja: Um bom homem, uma boa vida e muito dinheiro. Esse desejo move Lola a se envolver com Dante, o maior e mais rico cantor de ópera da cidade, homem tão sensível quanto arrogante. Ao passo que Lola vive em festas da alta sociedade vestida com caros vestidos e invejáveis jóias, Suzie conhece o cigano César, que conquista a tímida garota. Ambos casais parecem viver felizes, cada um em seu respectivo mundo até que a Alemanha invade a Polônia e a Segunda Guerra Mundial tem início, mas será que uma guerra conseguirá destruir um desejo, ou até a sede pelo amor verdadeiro?

A diretora Sally Potter escolheu realmente um grande elenco que conta com Johnny Depp, Christina Ricci e Cate Blanchett, todas as atuações do filme são dignas de um prêmio e certamente exigiram muito de seus atores por ser um filme que trabalha muito mais com emoções e gestos do que com palavras. Suzie é uma garota tão calma quanto tímida e sua intérprete Christina Ricci consegue demonstrar ambas características presentes na garota mesclando-as com o jeito meigo - e algumas vezes até ingênuo - que dá para a personagem. Johnny Depp também está incrível, apesar de interpretar um homem reservado, de poucas palavras.

Por mais que The Man Who Cried tenha sido um filme digno de incríveis atuações, o que mais me impressionou foi a fotografia. As tomadas da Rússia, Londres, Paris... Ambos países retratados nos anos 40, realmente incrível. Também gostei bastante do modo como a diretora retratou com sutileza o modo de viver do povo cigano, as músicas, o jeito com o qual travam um ao outro, chamando cada integrante da tribo de "irmão" ou "filho", quando estes eram crianças.

O amor entre Suzie e César é realmente digno de um filme, os dois mal trocaram dez palavras e já se amavam perdidamente, à ponto de Suzie sussurar para César em um dos momentos finais do filme "You're all I have". É um amor utópico, o sentimento que temos ao observar o casal é que eles certamente se identificam internamente, que suas almas estão presas uma a outra, pois uma relação como a que eles compartilhavam certamente não pode ser adquirida assim: Da noite para o dia.

Mas apesar desse detalhe, The Man Who Cried é um belo romance... Surpreendente, assistam!

Private Resort.

Como eu disse, comecei a assistir os filmes com o Johnny Depp (a lista - já atualizada - está nos posts anteriores). Pensei em começar assistindo em ordem cronológica para ir avaliando o ator e seu progresso, mas aí percebi que não são todos os filmes dele que são muito fáceis de achar e que alguns são de terror, e eu tenho medo de assistir filmes de terror quando estou sozinha. O primeiro filme do qual o Johnny participou foi "A hora do Pesadelo" que para minha completa sorte é um filme de terror! Então eu comecei a assistir a partir do segundo que é "Private Resort", uma comédia.

Jack e seu amigo Ben viajam para um hotel resort na Flórida contando com dois únicos objetivos: se divertir o máximo possível e transar com o maior número de garotas possível, também. Quando chegam lá focam em encontrar garotas bonitas para paquerar e acabam se esquecendo que problemas também existem, e é aí que os dois se encantam com a mulher de um ladrão de jóias que se hospedou no hotel apenas para roubar um cobiçado colar de diamantes de uma senhora, e acabam mergulhando em uma grande confusão atraindo o ódio do nervoso ladrão.

É bem o tipo de filme que eu certamente não assistiria se não estivesse seguindo a lista de filmes do J-Depp e não o tivesse encontrado como primeiro título da letra "F" na prateleira de comédia. Sou do tipo que só assiste um filme de comédia se convidada por alguém ou se ouço falarem muito bem sobre o filme (o caso de poucos, aliás). Confesso que já apertei o ''play'' do controle com aquele preconceitozinho, mas conforme fui acompanhando a história descobri que o filme não é realmente tão ruim quanto eu cheguei a pensar que fosse... É claro que não é nenhum super filme que eu indicaria para um grande apreciador do cinema nem nada do gênero, mas é um filminho agradável para quem gosta de comédia ou apenas quer rir um pouco, e eu confesso que ri, e não foi pouco.

O filme conta com Johnny Depp e Rob Morrow (ele fez também The Bucket List), mas fora os dois eu nunca tinha ouvido falar em mais ninguém do elenco... Mesmo assim achei o filme engraçado, sem precisar deixar em evidência a cada segundo que apelava para um tipo de humor xulo, pelo contrário, o filme não conta com nenhum personagem reconhecidamente "retardado", mas sim com personagens que nos remetem a pessoas normais, tudo isso com bastante humor, é claro. Existem sim algumas piadinhas bestas e excessos de humor nonsense em algumas cenas como na cena em que está acontecendo uma convenção gastronômica em um dos salões do hotel e os personagens em meio a uma perseguição acabam indo parar lá, até aí tudo bem, mas um dos personagens corria de outro atirando no primeiro com uma metralhadora e após ter levado cinco tiros nas costas (todos enfatizados por um efeito especial bem anos 80 que imitava uma espécie de fogo laranja envolvendo a bala) ainda continuou correndo em cima de um dos banquetes da convenção. Meio sem comentários, não achei engraçado.

Por ser um longa lançado em 1985 não conta com muitos truques de computador, efeitos especiais e essa coisa toda que agora maqueia boa parte dos atores nos filmes - principalmente de comédia e ação - atuais, e isso foi por acaso o que eu mais gostei. Consegui ver pessoas fazendo (ou tentando fazer, at least) humor de verdade, sem a ajuda de computadores e suas habilidosas artimanhas. Os personagens realmente tinham que ser engraçados e fazer boa parte do trabalho sozinhos, não haveria muitos meios de consertar um humor vagabundo depois.
Existem também cenas românticas e a história do filme circula praticamente entre os dois personagens principais Jack e Ben e suas "namoradas" no filme. É bem legal o fato como as histórias dos personagens se cruzam o tempo todo, principalmente durante a cena final que contou com muitos acontecimentos ao mesmo tempo e certamente muitas pessoas correndo entre os corredores de hoteis e outros espaços do mesmo. Alguns personagens que só haviam aparecido em duas cenas, por exemplo, voltaram na cena final com suas características engraçadas bem enfatizadas. Por exemplo, a prima devota a meditação da namoradinha de Jack volta na última cena resgatando nos braços um vaso de flores que caiu durante uma das perseguições do filme e passa a achar que o mesmo foi jogado por seu líder espiritual!
À parte cenas de humor tosquinhas eu achei o filme bem legal para uma comédia besta dos anos 80! E ah, também achei as roupas de algumas das personagens bem bonitinhas, talvez eu tenha descobrido de onde a Katy Perry tirou parte do estilo dela! Risos. Não sei se eu indico ou não, mas quem aí resolver assistir, assista sem pretenções!

Meta: Ver todos os filmes com o Johnny Depp.

Já vi muitos filmes em minha vida, mas provavelmente nunca vi nem um centésimo de todos os filmes que existem no mundo... Além disso odeio ir até a locadora e passar uma hora encarando os títulos e pensando em o que alugar, e é por isso que resolvi que a partir de hoje vou fazer listas de filmes com algum tema ou ator em comum que eu queira ver, assim irei acompanhando a lista a cada vez que tiver a oportunidade de assistir um filme. 
Como primeira meta cinematográfia pretendo assistir todos os filmes que contem com o Johnny Depp no elenco, sem seguir a ordem cronológica ou ordem de listagem nem nada, apenas assistir todos.

2009 - Inimigos Públicos
2008 - Sweeney Todd (Sweeney Todd)
2007 - Piratas do Caribe 3 - No fim do mundo
2006 - Piratas do Caribe 2 - O baú da morte
2005 - A noiva-cadáver (locução)
2005 - A fantástica fábrica de chocolate
2004 - Ils se marièret et eurent beaucoup d'enfants
2004 - The Rum diary
2004 - O libertino
2004 - Janela Secreta
2004 - Em busca da Terra do Nunca (Finding Neverland)
2003 - Piratas do Caribe - A maldição do Pérola Negra
2003 - Era uma vez no México
2002 - Nailed right in
2001 - Profissão de risco (Blow)
2001 - Do inferno
2000 - Chocolate
2000 - Porque choram os homens
2000 - Antes do anoitecer
1999 - A lenda do cavaleiro sem cabeça
1999 - Enigma do Espaço
1999 - O último Portal
1999 - The Source
1998 - Absolutamente Los Angeles
1998 - Medo e Delírio
1997 - O Bravo
1997 - Donnie Brasco
1996 - Cannes Man
1995 - Tempo Esgotado
1995 - Dead man
1995 - Don Juan deMarco
1994 - Ed Wood
1993 - Gilbert Grape - Aprendiz de Sonhador
1993 - Benny & Joon - Corações em conflito
1993 - Arizona dream - Um sonho americano
1991 - A hora do pesadelo 6 - Pesadelo final - A morte de Freddy
1990 - Edwards mãos-de-tesoura
1990 - Cry-baby
1986 - Platoon
1986 - Queimando-se lentamente
1985 - Férias do Barulho
1984 - A hora do Pesadelo

(PS: Vou colocando em negrito os filmes que já assisti, ou que assisti recentemente, portanto não reparem nas edições desse post!)

Meta: Ver todos os filmes com o Johnny Depp.

Já vi muitos filmes em minha vida, mas provavelmente nunca vi nem um centésimo de todos os filmes que existem no mundo... Além disso odeio ir até a locadora e passar uma hora encarando os títulos e pensando em o que alugar, e é por isso que resolvi que a partir de hoje vou fazer listas de filmes com algum tema ou ator em comum que eu queira ver, assim irei acompanhando a lista a cada vez que tiver a oportunidade de assistir um filme. 
Como primeira meta cinematográfia pretendo assistir todos os filmes que contem com o Johnny Depp no elenco, sem seguir a ordem cronológica ou ordem de listagem nem nada, apenas assistir todos.

2009 - Inimigos Públicos
2008 - Sweeney Todd (Sweeney Todd)
2007 - Piratas do Caribe 3 - No fim do mundo
2006 - Piratas do Caribe 2 - O baú da morte
2005 - A noiva-cadáver (locução)
2005 - A fantástica fábrica de chocolate
2004 - Ils se marièret et eurent beaucoup d'enfants
2004 - The Rum diary
2004 - O libertino
2004 - Janela Secreta
2004 - Em busca da Terra do Nunca (Finding Neverland)
2003 - Piratas do Caribe - A maldição do Pérola Negra
2003 - Era uma vez no México
2002 - Nailed right in
2001 - Profissão de risco (Blow)
2001 - Do inferno
2000 - Chocolate
2000 - Porque choram os homens
2000 - Antes do anoitecer
1999 - A lenda do cavaleiro sem cabeça
1999 - Enigma do Espaço
1999 - O último Portal
1999 - The Source
1998 - Absolutamente Los Angeles
1998 - Medo e Delírio
1997 - O Bravo
1997 - Donnie Brasco
1996 - Cannes Man
1995 - Tempo Esgotado
1995 - Dead man
1995 - Don Juan deMarco
1994 - Ed Wood
1993 - Gilbert Grape - Aprendiz de Sonhador
1993 - Benny & Joon - Corações em conflito
1993 - Arizona dream - Um sonho americano
1991 - A hora do pesadelo 6 - Pesadelo final - A morte de Freddy
1990 - Edwards mãos-de-tesoura
1990 - Cry-baby
1986 - Platoon
1986 - Queimando-se lentamente
1985 - Férias do Barulho
1984 - A hora do Pesadelo

(PS: Vou colocando em negrito os filmes que já assisti, ou que assisti recentemente, portanto não reparem nas edições desse post!)

Der Baarder Meinhof Komplex.

Hola,
Hoje fui ao cinema com uma amiga e assistimos ao filme Der Baader Meinhof Komplex, que resenho agora:
A tradução para o português do título do filme é "O grupo Baader Meinhof", e aí, ao ouvir esse nome você provavelmente irá pensar na música do Legião Urbana, mas não, Baarder Meinhof foi um grupo anarquista radical "filho" da geração nazista que atuou na Alemanha durante a década de 70. Contra o que o grupo lutava? Bem, eles iam contra o que os próprios chamavam de "nova face do facismo", também conheciddo como o imperialismo americano que contava com várias pessoas de passado nazista. O que eles queriam era um mundo mais humano, igualitário e que seguisse os mesmos ideais que os membros do grupo, mas eles pareceram se esquecer dessa "humanidade" pré-estabelecida ao passar a lutar por ela usando táticas completamente desumanas, matando e morrendo, sangrando e fazendo sangrar, explodindo edifícios e tirando a vida de inúmeras pessoas que nada tinham com a polícia, o Estado ou seja lá quem o grupo estivesse disposto a deter... Ou até acabar com.

Eu particularmente achei o filme incrível, independentemente de ser um filme longo que conta - talvez - com cenas até repetitivas, que mostram as mesmas pessoas fazendo as mesmas coisas.
É bem o tipo de filme que você assiste e fica pensando "Nossa, o filme teria sido tão bom quanto se tivesse tal (ou até tais) cenas cortadas". 

O mais legal foi que o diretor trabalhou com uma linha historiográfica e foi apresentando fatos que aconteceram cronologicamente, de acordo com o passar do tempo no filme no mundo atual e que de certa forma influenciavam nas decisões tomadas pelo grupo ou até no movimento histórico que eles presenciavam, etc.
Achei também que o filme contesta um pouco as diferenças entre os alemães e os árabes, afinal, como assim eles colocam um grupo de alemãs nuas tomando sol em pleno campo de treinamento árabe?! Não sei se o diretor pretendia, com isso trabalhar a ironia pouco presente no filme até então ou se foi simplesmente um erro de script, brincadeirinha, eu peguei a alma do negócio.

Não pude deixar de notar, após ler um pouco sobre o filme, que a palavra "Komplex" presente no título pode significar tanto "questão" quanto "grupo", o fato dessa palavra ambígua estar empregada no título me faz pensar que o filme não tem como principal objetivo discutir o grupo Der Baader, mas sim a questão do grupo, ou seja: Seus pensamentos, táticas, práticas, etc. E é isso que acontece em praticamente todo o filme, podemos conhecer os dois lados: A polícia que lida com o terrorismo do grupo e a população que sofre injustamente (em alguns casos, I mean) e ao mesmo tempo a opressão dos militares, os interesses aceitos popularmente que o grupo defende e o que eles pretendem alcançar usando, apenas, os meios errados.

Bom, é isso. O filme está nos cinemas e eu indico que todos o assistam para poderem ou contestar minha opinião ou ir de acordo com ela! E mais tarde eu faço o post sobre o filme Entre les Murs que assisti ontem.

O Iluminado

Talvez Stephen King, ao escrever o livro "O Iluminado" não tenha nem ao menos cogitado a hipótese de sua adaptação para o cinema feita por Stanley Kubrick acabar tornando-se não só melhor do que o livro como também um dos melhores filmes de horror desde 1980, quando foi lançado. Já ouvi muita gente dizendo que o filme "O Iluminado" não passava de "mais um filme de horror fajuto" ou até então críticas a forma com a qual o diretor adaptou a obra ao cinema. Eu sinceramente me surpreendi e aumentei meu poço de convicção de que não devo ligar para o que os outros falam a respeito de filmes, provavelmente vou gostar do que as pessoas falam mal ou até odiar o que o público acha ótimo...Ou vou simplesmente seguir o critério normal, para essas coisas não devemos apostar e sim dar chances.

É provável de que eu tenha gostado tanto assim da obra pois é um filme de horror - em alguns momentos até contando com cenas trash - no qual conseguimos rir! Achei a atuação de Jack Nicholson, no papel de Jack Torrance brilhante, ele foi realmente o ator perfeito para ilustrar um personagem sombrio, irônico e ao mesmo tempo engraçado. Sua cena no bar foi em minha opinião a melhor do filme todo, ao mesmo tempo que senti medo, tive que prender o riso em minha garganta para não parecer uma boba rindo de um filme de terror. 


Em compensação a esposa de Jack entrou para a minha lista dos personagens certamente mais chatos do cinema, que mulherzinha irritante. Quando fui procurar ler mais sobre "O Iluminado" descobri que a atriz Shelley Duvall só faltou apanhar do diretor Stanley Kubrick e que em uma das cenas em que aparecia ao lado do marido desagradou tanto o diretor que foi obrigada a gravar a cena novamente mais de 100 vezes. Acho que não fui a única a torcer - mesmo que lá no fundinho - que ela fosse morta pelo marido!

Danny Lloyd, no papel do fofíssimo e atormentado Danny Torrence foi o segundo destaque do filme. O garotinho era como um medium, sensitivo, e o ator conseguiu deixar bem evidente em diversos momentos do longa a sensibilidade mesclada da frieza do personagem, que não tremia na base quando tinha alguma de suas assustadoras visões ou passava por situações agônicas como correr do pai em um gigante labirinto. 


Não tenho mais muito o que falar, ou no caso elogiar sobre o filme. Só que foi um dos melhores filmes de horror (chegando a competir fortemente até em outros gêneros) que eu assisti e, na falta de elogios, digo que o filme foi simplesmente iluminado.

Almost Famous.

Quando o fanático por Rock'nRoll William Miller consegue um emprego na consagrada revista Rolling Stone para escrever uma matéria sobre a primeira turnê da banda Stillwater pelos EUA acaba embarcando com os integrantes da banda e a misteriosa groupie Penny Lane em uma incrível aventura semeada por muito rock, diversão e - infelizmente - envolvimento com os caras, mas vamos lá... Quem foi que disse que um jornalista não pode se envolver com a banda sobre a qual está escrevendo?

É inevitável considerar o fato de o filme ser, na verdade, baseado em uma experiência pessoal do próprio diretor Cameron Crowe que antes de virar um cineasta, havia sido jornalista da revista Rolling Stone. Talvez seja com o mesmo amor que o diretor dirige sua câmera no decorrer do filme mostrando com sensibilidade a história do garoto William, que ele faz uma crítica "anônima" a comercialização do Rock. Sua aversão ao fato do consagrado estilo musical tornar-se algo lucrativo ao invés de uma simples prática passional fica evidente em diversos momentos do filme. Por exemplo quando a gravadora da banda envia um novo empresário para substituir o atual amigo da banda, ou quando as groupies reclamam de suas substitutas que estão atrás dos caras simplesmente por fama e dinheiro e não por amarem sua música ou sentirem algo realmente profundo quando os primeiros rifles da guitarra começam a soar no palco próximo e quando a platéia lotada começa a delirar suavemente...

Eu me apaixonei por Penny Lane, a misteriosa groupie que hesita para revelar seu nome verdadeiro e se envolve com Russell (vulgo o cara mais gato da banda). Seu envolvimento com Russell não parece ter sido, em momento algum, apenas brincadeira para Penny Lane. Por mais que a garota tenha dito (e agora está na hora de eu fazer aqui o memorável quote): "I always tell the girls, never take it seriously, if ya never take it seriosuly, ya never get hurt, ya never get hurt, ya always have fun, and if you ever get lonely, just go to the record store and visit your friends." Ela pareceu levar a sério o romance com o cara, tanto que as consequências do fora que tomou dele em certo momento do filme foram catastróficas para a garota que acabou quase morrendo de overdose de um remédio. 



Adorei também a cena em que o famoso Russell Hammond foge com William para uma misteriosa festa cheia de "pessoas normais" em uma das cidades pelas quais passa em turnê e após beber algumas (muitas) garrafas de cerveja declara em cima de um dos telhados da casa: And you can tell Rolling Stone magazine that my last words were... I'm on drugs! 
Então William o interrompe dizendo que eles deveriam trabalhar suas últimas palavras e o cara responde: I got it, I got it. Last words - I dig music. 
Acho esse diálogo genial, e a cena também pois explora de forma sutil o quanto um rockstar às vezes precisa de ar, e muitos não entendem que talvez por essa única razão eles apelem tanto as drogas e ao álcool às vezes. 

The Edukators.

O primeiro filme que assisti ontem chama-se "The Edukators" e eu confesso que nunca tinha ouvido falar dele antes... É um filme de 2004 portanto é inevitável dizer que nunca ouvi falar dele por pura ignorância minha, pois tempo para isso eu tive bastante.

O filme conta a história de uma dupla de garotos que percorre os bairros nobres da Alemanha invadindo mansões de magnatas, mas existe um porém: Eles nunca roubam nada. Apenas desorganizam toda a mobília e deixam uma das seguintes mensagens: "Seus dias de fartura estão contados" ou "Você tem grana demais, assinado The Edukators". Um dia Jule, a namorada de Peter, é despejada de seu apartamento por ter consumido uma dívida de cem mil euros com o magnata Hardenberg por ter perdido o controle de seu carro e batido em uma de suas inúmeras Mercedes e é convidada pelo namorado a morar com a dupla. Quando a garota descobre com qual atividade os garotos ocupam suas noites, resolve invadir a casa do milionário que a "ferrou"...Mas eles são pegos.

O filme trata basicamente de revoluções sociais, mas o mais legal é que a política não está estampada em cada minuto da história. Ela está presente o tempo todo porém camuflada pelos conflitos e discussões dos jovens. Os jovens anarquistas conseguem nos surpreender com suas atitudes perante a sociedade atual onde achávamos que tudo já havia sido feito algum dia e que todos os tipos de pensamento já haviam sido expostos e suas práticas exercidas.
Eu nunca tinha ouvido falar do diretor Hans Weingartner, assim como nunca tinha ouvido falar em The Edukators, mas agora pesquisando mais descobri que o cara é um austríaco residente em Berlim há anos e que ele também fez um outro filme chamado "The White Sound" (não sei o título em português). Ambos os filmes foram gravados em versão original em alemão, e tem como cenário a Alemanha.
Achei que o diretor abordou a política em seu filme de forma prática e talvez (isso pode ser só na minha cabeça, adianto) tentou fazer uma denúncia a sociedade que generaliza os problemas ao colocar na boca de seus personagens argumentos como "a fome das crianças na África e a falta de possibilidades das mesmas " e "com todo o seu dinheiro você poderia alimentar todas elas". Gostei muito do momento em que Hardenberg afirma já ter sido líder de um grupo revolucionário quando era jovem, mas que foi engolido pela sociedade e suas táticas.
O filme trata também de um triângulo amoroso (não poderia faltar, né?!) entre os três personagens principais, o que gera uma grande briga que - confesso agora - é uma das coisas que deixou o filme mais interessante. O momento em que os amigos Jan e Peter se reconciliam marca o filme com sua profundidade sem apelar para uma trilha sonora sentimental ou palavras (banais) de amor.
O final é bem do tipo "você nunca saberá o que aconteceu", mas não acho que isso tenha estragado o filme por ser algo muito comum em longas. O que me decepcionou é o fato de o filme ter tido um sucesso comercial muito pequeno, não foi muito aceito pela sociedade atual talvez por ser um filme meio alternativo que trata do anarquismo como movimento principal. Não acho que o diretor tenha ligado muito pois como li em algumas entrevistas o mesmo é grande fã do movimento Nouvelle Vague que tem como principal objetivo a liberdade de expressão de um diretor sem ligar para questões comerciais.
Eu totalmente indico e peço que as pessoas deêm uma chance ao filme pois o mesmo é muito bom!

O Menino do Pijama Listrado.

Hoje assisti um filme incrível, chama-se "O menino do piajama listrado" e acredito que a maioria de vocês já tenha ou assistido filme ou lido o livro, mas eu até hoje não tinha feito nenhum dos dois. O filme se passa na Alemanha no período da segunda guerra mundial e trata principalmente do modo como uma criança de 8 anos via o nazismo. Bruno sempre morou em Berlim com os pais e a irmã até que seu pai, um oficial nazista, é promovido e eles se mudam para uma região deserta da Alemanha. Atrás da casa onde morava situava-se um campo de concentração nazista onde muitos judeus eram torturados e mortos, isso nunca foi dito ao garoto, ele apenas era proibido de extrapolar os limites impostos pela mãe: Tinha sempre que manter-se no quintal de sua casa e não sair de lá por nada. Um dia, talvez tomado pelo tédio, o garoto decide explorar os arredores de onde mora e acaba encontrando o campo de concentração. Estranha ao perceber que todos lá usam "pijamas listrados" e conhece Shmuel, um garotinho judeu de quem fica amigo. Os dois garotos descobrem juntos o intrigante mundo no qual vivem, desvendando os misterios do nazismo e derrubando as barreiras da amizade...

(É praticamente impossível para mim escrever um resumo e uma crítica de um filme sem ter que controlar a vontade de contar cada detalhe e o final do longa! Vou me controlar...)
O mais legal do filme é que não se trata de um filme sobre o nazismo normal, que tem como principal objetivo criticar os judeus e mostrar a cada segundo como os judeus eram mau tratados e o quão malvados eram os nazistas. Pelo contrário, a visão imparcial de uma criança que convive dos dois lados tendo uma grande amizade com um judeu e sendo filho de um dos principais oficiais do exército da época nos faz refletir sobre o filme e talvez até pensar em como seria viver nos anos 40 em um mundo onde a oposição contra Hitler era imperdoavel e ser forçado desde criança a idolatrar um homem e suas práticas sem conhecer o outro lado, sendo guiado apenas pelo princípio de que "Judeus são nojentos, vermes que querem destruir a humanidade, a razão pela qual não vencemos a primeira guerra!!". Uma coisa que talvez o filme queira mostrar é a imposição as diferenças. Em vários momentos do filme os dois garotinhos dão as mãos deixando bem claro que ignoram qualquer tipo de diferença que exista entre os dois. Bruno até diz "Nós não deveríamos ser amigos". Shmuel também perdoa a traição de seu amigo que acabou resultando em machucados em sua face sem hesitar muito... Bom, agora para terminar, fica bem claro em diversos momentos do longa que ele não foi feito exatamente para mostrar as características do período ou denunciar algum tipo de abuso que os judeus sofriam, ele foi feito mais com a intenção de sensibilizar as pessoas e emocioná-las com um final triste e chocante.