terça-feira, 22 de setembro de 2009
Não sei nem de longe tudo sobre cinema.
The Dreamers.
Bertolucci provavelmente pretendia provocar certo impacto e chocar a população quando, no Festival de Cannes de 2003, exibiu pela primeira vez seu novo longa: The Dreamers.
Se conseguiu? Certamente... Seu filme logo virou motivo de falatório e de inúmeras discussões cujo ápice era questionar a necessidade de tantas cenas de sexo, incesto e nudez.
Estamos falando de Paris em 1968, um cenário político apurado, protestantes nas ruas, população dividida e gritos do tipo "Seus porcos facistas" em cada esquina. Esse é o cenário que Bertolucci escolheu para The Dreamers. A história se passa completamente focada na história de três personagens: Matthew, um estudante intercambista, e os gêmeos Theo e Isabelle. O que de início une os três é a paixão pelo cinema. Os três rapidamente se aproximam e Matthew vai passar um tempo na casa do casal de gêmeos enquanto seus pais estão fora por um mês, ao chegar lá Matthew descobre uma história de amor que ronda os irmãos e junto com eles descobre uma nova visão da vida, do sexo e do amor.
Os personagens são incrivelmente interessantes.
Matthew, a princípio um misto de inocência e medo que aos poucos foi absorvendo aspectos de sua atual realidade e os adequando a suas idéias. Sempre lembrando Theo que achar não é o suficiente, que é preciso agir. Mais do que tudo: O amor.
O que eu mais gostei no filme inteiro foi o modo como o diretor mesclou pedaços de películas do cinema antigo com seu longa, relacionando as duas cenas sempre de forma memorável. Esse é praticamente o único aspecto que nos remete novamente ao início "amantes do cinema" que o filme tem, não deixando que ele se perca totalmente na história que evolui entre os três jovens. Não posso também esquecer de citar que o filme ainda conta com uma boa trilha sonora banhada por rock clássico.
Só para finalizar, The Dreamers é certamente um filme sobre o desejo, o amor e, mais do que tudo, sobre os sonhos, como bem indica o título.

Rússia, 1926. A pequena Suzie é deixada por seu pai que parte para a América (nome comumente empregado aos Estados Unidos) em busca de trabalho e, consequentemente, sucesso financeiro. Algumas semanas depois a avó da garota a embarca em uma carroça cheia de imigrantes que pretendem alcançar a América ao saber que a pequena aldeia onde moram seria futuramente incendiada. E é assim que Suzie parte... Sem ninguém, nem nada mais do que uma fotografia de seu pai que mantém guardada junto ao corpo e uma moeda de ouro. E é assim também que desembarca em Londres, onde é adotada por uma família e onde descobre seu talento para com a música. E é com esse talento que a garota consegue chegar à França, onde conhece Lola uma mulher mais velha e determinada a alcançar tudo o que mais deseja: Um bom homem, uma boa vida e muito dinheiro. Esse desejo move Lola a se envolver com Dante, o maior e mais rico cantor de ópera da cidade, homem tão sensível quanto arrogante. Ao passo que Lola vive em festas da alta sociedade vestida com caros vestidos e invejáveis jóias, Suzie conhece o cigano César, que conquista a tímida garota. Ambos casais parecem viver felizes, cada um em seu respectivo mundo até que a Alemanha invade a Polônia e a Segunda Guerra Mundial tem início, mas será que uma guerra conseguirá destruir um desejo, ou até a sede pelo amor verdadeiro?
A diretora Sally Potter escolheu realmente um grande elenco que conta com Johnny Depp, Christina Ricci e Cate Blanchett, todas as atuações do filme são dignas de um prêmio e certamente exigiram muito de seus atores por ser um filme que trabalha muito mais com emoções e gestos do que com palavras. Suzie é uma garota tão calma quanto tímida e sua intérprete Christina Ricci consegue demonstrar ambas características presentes na garota mesclando-as com o jeito meigo - e algumas vezes até ingênuo - que dá para a personagem. Johnny Depp também está incrível, apesar de interpretar um homem reservado, de poucas palavras.
Por mais que The Man Who Cried tenha sido um filme digno de incríveis atuações, o que mais me impressionou foi a fotografia. As tomadas da Rússia, Londres, Paris... Ambos países retratados nos anos 40, realmente incrível. Também gostei bastante do modo como a diretora retratou com sutileza o modo de viver do povo cigano, as músicas, o jeito com o qual travam um ao outro, chamando cada integrante da tribo de "irmão" ou "filho", quando estes eram crianças.
O amor entre Suzie e César é realmente digno de um filme, os dois mal trocaram dez palavras e já se amavam perdidamente, à ponto de Suzie sussurar para César em um dos momentos finais do filme "You're all I have". É um amor utópico, o sentimento que temos ao observar o casal é que eles certamente se identificam internamente, que suas almas estão presas uma a outra, pois uma relação como a que eles compartilhavam certamente não pode ser adquirida assim: Da noite para o dia.
Mas apesar desse detalhe, The Man Who Cried é um belo romance... Surpreendente, assistam!
Private Resort.
O filme conta com Johnny Depp e Rob Morrow (ele fez também The Bucket List), mas fora os dois eu nunca tinha ouvido falar em mais ninguém do elenco... Mesmo assim achei o filme engraçado, sem precisar deixar em evidência a cada segundo que apelava para um tipo de humor xulo, pelo contrário, o filme não conta com nenhum personagem reconhecidamente "retardado", mas sim com personagens que nos remetem a pessoas normais, tudo isso com bastante humor, é claro. Existem sim algumas piadinhas bestas e excessos de humor nonsense em algumas cenas como na cena em que está acontecendo uma convenção gastronômica em um dos salões do hotel e os personagens em meio a uma perseguição acabam indo parar lá, até aí tudo bem, mas um dos personagens corria de outro atirando no primeiro com uma metralhadora e após ter levado cinco tiros nas costas (todos enfatizados por um efeito especial bem anos 80 que imitava uma espécie de fogo laranja envolvendo a bala) ainda continuou correndo em cima de um dos banquetes da convenção. Meio sem comentários, não achei engraçado.
Por ser um longa lançado em 1985 não conta com muitos truques de computador, efeitos especiais e essa coisa toda que agora maqueia boa parte dos atores nos filmes - principalmente de comédia e ação - atuais, e isso foi por acaso o que eu mais gostei. Consegui ver pessoas fazendo (ou tentando fazer, at least) humor de verdade, sem a ajuda de computadores e suas habilidosas artimanhas. Os personagens realmente tinham que ser engraçados e fazer boa parte do trabalho sozinhos, não haveria muitos meios de consertar um humor vagabundo depois.
Meta: Ver todos os filmes com o Johnny Depp.
Como primeira meta cinematográfia pretendo assistir todos os filmes que contem com o Johnny Depp no elenco, sem seguir a ordem cronológica ou ordem de listagem nem nada, apenas assistir todos.
2009 - Inimigos Públicos
2008 - Sweeney Todd (Sweeney Todd)
2007 - Piratas do Caribe 3 - No fim do mundo
2006 - Piratas do Caribe 2 - O baú da morte
2005 - A noiva-cadáver (locução)
2005 - A fantástica fábrica de chocolate
2004 - Ils se marièret et eurent beaucoup d'enfants
2004 - The Rum diary
2004 - O libertino
2004 - Janela Secreta
2004 - Em busca da Terra do Nunca (Finding Neverland)
2003 - Piratas do Caribe - A maldição do Pérola Negra
2003 - Era uma vez no México
2002 - Nailed right in
2001 - Profissão de risco (Blow)
2001 - Do inferno
2000 - Chocolate
2000 - Porque choram os homens
2000 - Antes do anoitecer
1999 - A lenda do cavaleiro sem cabeça
1999 - Enigma do Espaço
1999 - O último Portal
1999 - The Source
1998 - Absolutamente Los Angeles
1998 - Medo e Delírio
1997 - O Bravo
1997 - Donnie Brasco
1996 - Cannes Man
1995 - Tempo Esgotado
1995 - Dead man
1995 - Don Juan deMarco
1994 - Ed Wood
1993 - Gilbert Grape - Aprendiz de Sonhador
1993 - Benny & Joon - Corações em conflito
1993 - Arizona dream - Um sonho americano
1991 - A hora do pesadelo 6 - Pesadelo final - A morte de Freddy
1990 - Edwards mãos-de-tesoura
1990 - Cry-baby
1986 - Platoon
1986 - Queimando-se lentamente
1985 - Férias do Barulho
1984 - A hora do Pesadelo
(PS: Vou colocando em negrito os filmes que já assisti, ou que assisti recentemente, portanto não reparem nas edições desse post!)
Meta: Ver todos os filmes com o Johnny Depp.
Como primeira meta cinematográfia pretendo assistir todos os filmes que contem com o Johnny Depp no elenco, sem seguir a ordem cronológica ou ordem de listagem nem nada, apenas assistir todos.
2009 - Inimigos Públicos
2008 - Sweeney Todd (Sweeney Todd)
2007 - Piratas do Caribe 3 - No fim do mundo
2006 - Piratas do Caribe 2 - O baú da morte
2005 - A noiva-cadáver (locução)
2005 - A fantástica fábrica de chocolate
2004 - Ils se marièret et eurent beaucoup d'enfants
2004 - The Rum diary
2004 - O libertino
2004 - Janela Secreta
2004 - Em busca da Terra do Nunca (Finding Neverland)
2003 - Piratas do Caribe - A maldição do Pérola Negra
2003 - Era uma vez no México
2002 - Nailed right in
2001 - Profissão de risco (Blow)
2001 - Do inferno
2000 - Chocolate
2000 - Porque choram os homens
2000 - Antes do anoitecer
1999 - A lenda do cavaleiro sem cabeça
1999 - Enigma do Espaço
1999 - O último Portal
1999 - The Source
1998 - Absolutamente Los Angeles
1998 - Medo e Delírio
1997 - O Bravo
1997 - Donnie Brasco
1996 - Cannes Man
1995 - Tempo Esgotado
1995 - Dead man
1995 - Don Juan deMarco
1994 - Ed Wood
1993 - Gilbert Grape - Aprendiz de Sonhador
1993 - Benny & Joon - Corações em conflito
1993 - Arizona dream - Um sonho americano
1991 - A hora do pesadelo 6 - Pesadelo final - A morte de Freddy
1990 - Edwards mãos-de-tesoura
1990 - Cry-baby
1986 - Platoon
1986 - Queimando-se lentamente
1985 - Férias do Barulho
1984 - A hora do Pesadelo
(PS: Vou colocando em negrito os filmes que já assisti, ou que assisti recentemente, portanto não reparem nas edições desse post!)
Der Baarder Meinhof Komplex.
Hoje fui ao cinema com uma amiga e assistimos ao filme Der Baader Meinhof Komplex, que resenho agora:
Eu particularmente achei o filme incrível, independentemente de ser um filme longo que conta - talvez - com cenas até repetitivas, que mostram as mesmas pessoas fazendo as mesmas coisas.É bem o tipo de filme que você assiste e fica pensando "Nossa, o filme teria sido tão bom quanto se tivesse tal (ou até tais) cenas cortadas".
O mais legal foi que o diretor trabalhou com uma linha historiográfica e foi apresentando fatos que aconteceram cronologicamente, de acordo com o passar do tempo no filme no mundo atual e que de certa forma influenciavam nas decisões tomadas pelo grupo ou até no movimento histórico que eles presenciavam, etc.
Achei também que o filme contesta um pouco as diferenças entre os alemães e os árabes, afinal, como assim eles colocam um grupo de alemãs nuas tomando sol em pleno campo de treinamento árabe?! Não sei se o diretor pretendia, com isso trabalhar a ironia pouco presente no filme até então ou se foi simplesmente um erro de script, brincadeirinha, eu peguei a alma do negócio.
Não pude deixar de notar, após ler um pouco sobre o filme, que a palavra "Komplex" presente no título pode significar tanto "questão" quanto "grupo", o fato dessa palavra ambígua estar empregada no título me faz pensar que o filme não tem como principal objetivo discutir o grupo Der Baader, mas sim a questão do grupo, ou seja: Seus pensamentos, táticas, práticas, etc. E é isso que acontece em praticamente todo o filme, podemos conhecer os dois lados: A polícia que lida com o terrorismo do grupo e a população que sofre injustamente (em alguns casos, I mean) e ao mesmo tempo a opressão dos militares, os interesses aceitos popularmente que o grupo defende e o que eles pretendem alcançar usando, apenas, os meios errados.
Bom, é isso. O filme está nos cinemas e eu indico que todos o assistam para poderem ou contestar minha opinião ou ir de acordo com ela! E mais tarde eu faço o post sobre o filme Entre les Murs que assisti ontem.
O Iluminado
É provável de que eu tenha gostado tanto assim da obra pois é um filme de horror - em alguns momentos até contando com cenas trash - no qual conseguimos rir! Achei a atuação de Jack Nicholson, no papel de Jack Torrance brilhante, ele foi realmente o ator perfeito para ilustrar um personagem sombrio, irônico e ao mesmo tempo engraçado. Sua cena no bar foi em minha opinião a melhor do filme todo, ao mesmo tempo que senti medo, tive que prender o riso em minha garganta para não parecer uma boba rindo de um filme de terror.
Em compensação a esposa de Jack entrou para a minha lista dos personagens certamente mais chatos do cinema, que mulherzinha irritante. Quando fui procurar ler mais sobre "O Iluminado" descobri que a atriz Shelley Duvall só faltou apanhar do diretor Stanley Kubrick e que em uma das cenas em que aparecia ao lado do marido desagradou tanto o diretor que foi obrigada a gravar a cena novamente mais de 100 vezes. Acho que não fui a única a torcer - mesmo que lá no fundinho - que ela fosse morta pelo marido!
Danny Lloyd, no papel do fofíssimo e atormentado Danny Torrence foi o segundo destaque do filme. O garotinho era como um medium, sensitivo, e o ator conseguiu deixar bem evidente em diversos momentos do longa a sensibilidade mesclada da frieza do personagem, que não tremia na base quando tinha alguma de suas assustadoras visões ou passava por situações agônicas como correr do pai em um gigante labirinto.
Não tenho mais muito o que falar, ou no caso elogiar sobre o filme. Só que foi um dos melhores filmes de horror (chegando a competir fortemente até em outros gêneros) que eu assisti e, na falta de elogios, digo que o filme foi simplesmente iluminado.
Almost Famous.

Adorei também a cena em que o famoso Russell Hammond foge com William para uma misteriosa festa cheia de "pessoas normais" em uma das cidades pelas quais passa em turnê e após beber algumas (muitas) garrafas de cerveja declara em cima de um dos telhados da casa: And you can tell Rolling Stone magazine that my last words were... I'm on drugs!
Então William o interrompe dizendo que eles deveriam trabalhar suas últimas palavras e o cara responde: I got it, I got it. Last words - I dig music.
Acho esse diálogo genial, e a cena também pois explora de forma sutil o quanto um rockstar às vezes precisa de ar, e muitos não entendem que talvez por essa única razão eles apelem tanto as drogas e ao álcool às vezes.
The Edukators.
O filme trata basicamente de revoluções sociais, mas o mais legal é que a política não está estampada em cada minuto da história. Ela está presente o tempo todo porém camuflada pelos conflitos e discussões dos jovens. Os jovens anarquistas conseguem nos surpreender com suas atitudes perante a sociedade atual onde achávamos que tudo já havia sido feito algum dia e que todos os tipos de pensamento já haviam sido expostos e suas práticas exercidas.
O Menino do Pijama Listrado.
(É praticamente impossível para mim escrever um resumo e uma crítica de um filme sem ter que controlar a vontade de contar cada detalhe e o final do longa! Vou me controlar...)



